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    Case · 2014–2016

    IT Forum

    Como o storytelling redesenhou o maior evento de tecnologia do Brasil — e fez o faturamento crescer 50%.

    O contexto

    O IT Forum era — e segue sendo — o maior evento de tecnologia corporativa do Brasil. Em 2014, a edição reunia milhares de CIOs, mas o formato havia se cristalizado: painéis previsíveis, palestras técnicas em sequência, plateia dispersa entre coffee breaks. A organização sabia que a estrutura precisava virar de cabeça para baixo, mas não sabia por onde começar. Foi quando contratou Fernando Palacios.

    O conflito

    O problema não era o conteúdo — era a arquitetura narrativa do evento. Cada palestra existia como ilha. Não havia tensão entre os blocos, não havia uma jornada que a plateia pudesse acompanhar. O CIO chegava de manhã, ouvia, almoçava, ouvia mais um pouco, ia embora. Nenhuma decisão era tomada ali.

    O briefing era simples: fazer o evento ser inesquecível e gerar negócio. A questão era como.

    A intervenção

    Palacios aplicou o Método Palacios à curadoria inteira: o evento foi reescrito como uma narrativa de três atos, com gancho, conflito, virada e resolução. Cada palestrante ganhou um papel dentro da história maior. Os intervalos viraram momentos de tensão — não fugas.

    • Curadoria narrativa: ordenamento dos painéis por arco dramático, não por tema.
    • Direção de speakers via Talk de Midas.
    • Reformatação dos espaços: arenas em vez de auditórios, conflito em vez de exposição.
    • Lançamento do IT Forum+, formato premium derivado da nova narrativa.

    Os resultados

    +50%

    de faturamento na edição redesenhada vs. ano anterior.

    +16%

    de reuniões qualificadas geradas durante o evento.

    +40%

    de adesão ao novo formato premium IT Forum+.

    Em 2016, a edição venceu o Prêmio Caio de Melhor Evento Corporativo do Brasil. O case foi documentado pela Revista EBS e é referência no setor de eventos de tecnologia.

    A lição

    Conteúdo bom não basta. Sem arquitetura narrativa, mil informações se dissolvem antes do café da tarde. Quando o evento inteiro vira uma história, a plateia deixa de ser audiência e passa a ser personagem — e personagens tomam decisões.